29 janeiro 2010

Livro "Internet na América Latina"


A INTERNET NA AMÉRICA LATINA

organização: Suely Fragoso e Alberto Efendy Maldonado
(Coleção Cibercultura-Editora Sulina)


Esta coletânea reúne autores de referência no debate sobre a abrangência e o uso da internet na América Latina. O livro foi pensado e produzido tendo em mente a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre as particularidades da realidade latino-americana em geral, a partir da identificação e debate das idiossincrasias da penetração do uso da internet na região.

Na impossibilidade de dar conta de todo o continente em um único volume, esta obra se concentra sobre as estratégias políticas e panoramas de estruturação da internet em três importantes países da América Latina, a saber, México, Argentina e Brasil. Juntos, eles constituem os principais contextos de geração de conhecimento e concentram 59% da população na região.

Autores: Suely Fragoso, Alberto Efendy Maldonado, Delia Crovi Druetta, Sérgio Amadeu, Adilson Cabral, Guttenberg Coutinho, Octavio Islãs, Maria Cristina Mata, Daniela Monje, Verônica Mammana, Valeria Meirovich, Adriana Peresini, Juciano de Sousa Lacerda, Raúl Fuentes Navarro


Capa: Fernanda Dalprá Becker

R$ 35,00

Nº de páginas: 212

ISBN: 978-85-205-0538-0

Departamento editorial e divulgação: (51) 3019 2102



Editora Meridional/Sulina
www.editorasulina.com.br
Tel (51) 3311-4082
Fax (51) 3264-4194

Marcadores: , , ,

20 novembro 2009

A Internet no contexto familiar

Juciano Lacerda
Prof. Decom/UFRN


Certa vez fui convidado para falar aos pais de um colégio particular sobre o tema da Internet. O primeiro diagnóstico foi desesperador. Assim como os pais não tinham mais controle sobre o que os filhos assistiam na TV, depois que instalaram aparelhos nos quartos dos filhos, também não o tinham sobre a Internet, uma vez que repetiram o mesmo equívoco: colocaram computadores em rede no quarto da criançada.

Como acompanhar, como aconselhar, como saber o que se passa? Quase impossível. Daí vem graves problemas: acesso a páginas impróprias para crianças; risco de deixar senhas abertas para roubos on line; alvo fácil para pedófilos... A lista é grande.
Um dos problemas centrais não está na TV ou na Internet, mas no contexto familiar, que vem perdendo seu papel de mediador entre a criança e a realidade social e as tecnologias. Trocando em miúdos: num primeiro momento, os pais elegeram a TV como “babá eletrônica”. Ligavam-na e deixavam os filhos ali, diante da janela para o mundo, uma vez que ficavam “quietinhos”. Agora, temos a “ciber-babá”, a “babá digital”, com a qual a criança também interage muito mais.

Como nossas famílias vem deixando de ocupar as ruas, as praças, os parques, com medo da violência (se a gente ocupasse coletivamente esses espaços, não haveria tanto espaço para os criminosos). E a única opção de lazer dos filhos passa a ser a TV ou a Internet. E muitos usam-na bem, por exemplo, para interagir com outro coleguinhas também “sitiados” dentro de seus próprios apartamentos. Mas ficar demais diante do computador não faz bem nem a gente grande, quanto mais a gente pequena.

Em pesquisa que realizei durante doutoramento, percebi que em bairros populares – onde as crianças ainda vão para as ruas, praças e salões de igrejas, ou usam a Internet coletivamente em telecentros comunitários – o uso da Internet é muito mais sadio, produtivo e, principalmente, controlável pelos pais.

Duas lições ficam dessas experiências. A primeira é que o computador com Internet tem que ficar, em casa, num local coletivo, em que toda a família possa ter acesso, com horários bem estabelecidos e regras para todos. É uma primeira lição de convívio social e de partilha do tempo de uso da informação. Um processo altamente educativo e de saudável controle: cada um espera sua hora, usa o seu tempo e tem a sensação de que sempre alguém o está observando em sua navegação.

A segunda lição é uma questão em que sempre penso. Por que nos condomínios fechados, os pais se preocupam e gastam tanto com segurança (câmeras de vídeo, vigilantes, alarmes, cercas elétricas etc) e não destinam um centavo sequer para contratar um recreador? Ele poderia brincar, no pátio, com todos os filhos dos condôminos, que trocariam, com certeza, a TV ou a Internet, por correr, pular e brincar com coleguinhas de carne, osso e energia pura e vital.

Publicado no Jornal A Ordem, Natal-RN, em 15 de novembro de 2009.

Marcadores: , , ,

17 agosto 2007

Cansamos!

07 julho 2007

Internet no Jornalismo segundo Robert Fisk

Fragmento de entrevista do jornalista Robert Fisk, correspondente no Oriente Médio do jornal inglês The Independent, ao jornalista Marcelo Tas (Fonte Blog do Tas)

***

Fisk: Eu não uso internet.

Tas: O que você está dizendo?


Fisk: Nem internet, nem e-mail. Uso intensamente apenas o celular. As pessoas me acham qualquer hora em qualquer parte do mundo. É um celular da companhia telefônica de Beirute. O Líbano tem um excelente sistema de comunicação. A internet atrapalha o jornalista. Com o Google, ao invés de ir direto a fonte, você lê o que fulano escreveu sobre o que sicrano disse que alguém disse. É um jornalismo digressivo.


Um amigo jornalista já me criticou dizendo que abria pela manhã a internet. E depois de três horas já tinha lido o The New York Times, Corriere de la Sera, El País, The Guardian… Eu disse, meu querido, enquanto você lia eu já realizei três entrevistas com pessoas diferentes e sei muito mais sobre o que está acontecendo no mundo que você.

***
Leia a entrevista na íntegra:

Abraços,
Juciano

Marcadores: , , , ,

29 junho 2007

Leia a sétima edição da revista Rastros

Texto de apresentação da sétima edição da Rastros - Revista do Núcleo de Estudos em Comunicação (Necom) do Curso de Comunicação Social do Ielusc, avaliado no Enade com nota 4.

O número sete é rico de múltiplos significados em nossas culturas: os sete dias da criação do mundo, segundo a perspectiva judaico-cristã; os sete astros do sistema solar caldeu; a classificação das sete maravilhas do mundo antigo e do contemporâneo; as sete notas musicais ou as sete cores do arco-íris. Estas e tantas outras elaborações com o número sete apontam para a perfeição. Por isso, o fato de a Rastros chegar à edição número sete pode ser interpretado como essa busca em contribuir com o aperfeiçoamento, a qualificação, a sistematização de conhecimentos no campo da Comunicação.

Abrimos esta sétima edição, número cabalístico, com uma discussão tríplice: “Comunicação, Poder e Cidadania”, desenvolvida por Venício A. de Lima, pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB e autor convidado deste número, cujo texto foi base de sua palestra na abertura da Semana Acadêmica de Comunicação Social do Ielusc em outubro de 2006. Para Venício, a sociedade brasileira ainda não alcançou a plena cidadania por impedimentos em torno da democratização dos meios de comunicação e das políticas vigentes no país.

Um dos aspectos contemporâneos da comunicação citados pelo pesquisador da UnB é a convergência digital dos meios, cujo ápice é a internet. As conseqüências da digitalização e da convergência retornam em outros artigos desta edição, em diferentes matizes. É no eixo da cidadania e da perspectiva das mudanças sociais associadas ao uso das novas tecnologias de comunicação, especialmente a internet, que Manuela Rau de A. Callou, doutoranda em Comunicación y Periodismo na Universidade Autônoma de Barcelona, e Juciano Lacerda, doutorando em Comunicação na Unisinos e professor do Ielusc, abordam iniciativas de inclusão digital levadas a cabo em Pernambuco. Adilson Cabral, doutor em Comunicação pela Umesp e professor da Universidade Federal Fluminense, retoma o tema ao situar os ambientes do ciberespaço e da Web a partir dos processos comunicacionais que decorrem desses lugares, como perspectiva de uma nova disciplina, a Webcomunicação.

Ana Paula da Rosa, mestranda em Comunicação e Linguagens na Universidade Tuiuti do Paraná, questiona a construção do olhar a partir da análise de duas fotos da guerra do Iraque, uma delas publicada no jornal paranaense Gazeta do Povo e outra integrante de uma exposição fotográfi ca. Em tempos de novas(?) tecnologias da comunicação e informação, seu artigo parte de uma tecnologia clássica para apontar uma discussão sempre necessária: “Não há realidade pura, inocente, sem a mediação técnica”. E dois artigos seguintes apontam empiricamente para transformações no jornalismo e no acesso a informações mediadas pelas técnicas de publicações on-line e das estratégias de busca de informação na Web.

Taís Marina Tellaroli, mestranda em Comunicação Midiática na Unesp-Bauru, analisa os sistemas de atualização das notícias publicadas em dois portais locais de Campo Grande (MS). Os pesquisadores do Neci (Núcleo de Estudos em Comunicação e Inovação), Elias Estevão Goulart, Regina Rossetti e Annibal Heten Junior apresentam nove formas de busca de informação na Web e comparam as técnicas e experiências realizadas no Brasil e na Universidade de Telaviv.

Na seção Entrevista, Silnei Soares e Pedro Russi dialogam com Irene Machado, professora da Pós-Graduação em Comunicação da ECA-USP e especialista em Mikhail Bakhtin. Abordar o pensamento de Bakhtin é o modo como coroamos os estudos realizados no Necom, durante o primeiro semestre de 2006, sobre a obra do semioticista russo.

O texto de iniciação científica de Daiana Ruff da Silva, bolsista do Pibic/CNPq no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos, é um bom exemplo do exercício metodológico-reflexivo sobre a experiência do pesquisador iniciante no processo de preparação e execução do trabalho de campo.

Encerra esta edição da Rastros a resenha produzida por Melanie Peter, acadêmica de jornalismo e bolsista do Necom, que apresenta o último livro de Muniz Sodré, “Estratégias Sensíveis: afeto, mídia e política”.

Que a leitura deste número cabalístico da Rastros colabore, leitor, com as suas viagens reflexivas sobre o campo da Comunicação em suas perspectivas teórico-empíricas.

Juciano Lacerda
Pesquisador do Necom

Marcadores: , , , , , , ,

09 junho 2007

Voa pensamento, voa

Encontrei num blog, o Cultura e Socialismo, a reprodução, na íntegra de um artigo meu do tempo de mestrado: "A internet na gestão dos movimentos sociais". É muito legal ver o que a gente produz ser compartilhado!

Marcadores: , , ,

04 junho 2007

Brasil registra 40 milhões de computadores

" Número representa um crescimento de 25% sobre a base registrada no mesmo período do ano passado, que era de 32 milhões de PCs.

O Brasil atingiu uma base instalada de 40 milhões de computadores em uso, incluindo empresas e usuários, segundo a 18ª Pesquisa Anual da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), divulgada nesta segunda-feira (04/06)."

Confira texto na íntegra, publicado no IDG Now!

Brasil atinge base instalada de 40 milhões de computadores em funcionamento
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 04 de junho de 2007 às 11h55
Atualizada em 04 de junho de 2007 às 12h15

Marcadores: , , ,

28 maio 2007

Igreja Católica disponibiliza documentos de trabalho da Conferência de Aparecida na rede


A Igreja Católica, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (http://www.cnbb.org.br/) está disponibilizando on line todos os documentos de trabalho e as falas dos bispos da V Conferência do Episcopado Latino-americano, realizada em Aparecida. Os católicos e jornalistas interessados podem ter acesso direto aos documentos que estão sendo debatidos e podem avaliar os consensos e disensos entre os especialistas da Igreja. A fala de hoje, na missa em Aparecida, contida na homilía do cardeal Dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para os Bispos, da Cúria Romana (comparável a um ministério, no Vaticano), destaca o protagonismo da América Latina em termos teológicos e retoma a "opção preferencial pelos pobres", postura evangélica defendida nas Conferências de Puebla e Medellín, inspiradas nas práticas da Teologia da Libertação. Portanto, a Teologia da Libertação ainda dá sinais fortes de vida na América Latina.
Veja texto na íntegra:


‘’A missão deve ter olhos para as necessidades do povo’’, afirma cardeal Dom Cláudio Hummes

‘’Não podemos deixar de trabalhar para vencer a miséria, a fome, a pobreza, o sofrimento do nosso povo. A igreja tem, sim, que continuar a se empenhar nisso, fortemente, em nome de Jesus Cristo’’. Com estas palavras, o cardeal dom Cláudio Hummes exortou os fiéis e participantes da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe durante a missa que presidiu na manhã deste sábado na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).

”Queremos estimular a América Latina para a grande Missão, mas uma missão que tenha olhos, também, para as necessidades do nosso povo, sua pobreza, o desemprego que devasta nossas famílias, seus sofrimentos, doenças, angústias’, lembrou o cardeal. ‘’Não se pode separar a evangelização da promoção humana, da defesa da dignidade e dos direitos humanos. E o direito fundamental é o direito à vida e o direito de viver dignamente como pessoas humanas. É isso que a Igreja quer, hoje renovar’’, disse, referindo-se à reunião dos bispos.

Recordando as palavras do papa, o cardeal disse que ‘a opção preferencial pelos pobres está incluída na nossa fé em Jesus Cristo. ‘’Se a gente vai ao povo anunciando Jesus Cristo, Ele nos leva necessariamente a ver e a solidarizar-nos com as necessidades sociais e materiais do povo’’, enfatizou.

Segundo dom Cláudio uma das tarefas da grande Missão é buscar os católicos afastados da Igreja. ‘’ A Igreja da América Latina tem que sair em busca dos batizados que vivem sozinhos e não participam da vida das nossas comunidades, de nossas paróquias, das CEBs ou movimentos. Eles têm amor à Igreja, mas a Igreja está distante. Não chegamos a todos eles e eles gostariam que chegássemos pertos, os saudássemos, os ouvíssemos e pudessem sentir o calor e o amor de sua Igreja’’.

O cardeal chamou a atenção, ainda, para a necessidade da Missão levar as pessoas ao encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de se tornarem seus discípulos e missionários. ‘’Como levar cada pessoa a Jesus Cristo a um encontro pessoal que depois se torne comunitário na medida em que leva a pessoa a participar da comunidade?’’, indagou. Um dos caminhos, de acordo com o cardeal, são as visitas missionárias propostas pelo próprio papa. ‘’Nossas paróquias têm 30, 40 ou 50 mil pessoas que nós batizamos dos quais apenas duas ou três mil participam. Não podemos nos conformar com isso’’, ponderou.

Inspirado no texto bíblico proclamando durante a missa narrando o encontro de São Paulo com Jesus na estrada de Damasco, o cardeal citou o apóstolo como exemplo de encontro pessoal com Jesus Cristo. ‘’Paulo disse: eu já fui alcançado por Jesus Cristo. Também devemos levar o povo a ser alcançado por Jesus Cristo. É necessário alguém que vá, escute, anuncie, fale e reze com o povo’’. E apontou o martírio como marco da evangelização. ‘’O martírio é o ponto alto da evangelização. Não há maior evangelização do que dar a vida por JC. Isto é anunciar com o próprio sangue que Ele é o salvador, caminho, verdade e vida’’.

Marcadores: , , , ,

23 maio 2007

CCJ do Senado deve votar nesta quarta projeto de lei sobre crimes virtuais

O UOL Tecnologia traz nesta quarta-feira 23, a notícia de que será votado hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o projeto de lei sobre crimes virtuais. "A nova proposta do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) derrubou a exigência do cadastro de usuários da rede, mas agora obriga provedores a encaminhar denúncias às autoridades sobre possíveis condutas ilegais de seus usuários, considerando mais de 600 tipos de crimes definidos pela legislação brasileira. Além disso, o texto dá amparo legal para que "profissionais habilitados" ou empresas privadas de segurança da informação interceptem dados ou invadam redes em legítima defesa".

Na reportagem, há links interessantes sobre o histórico do projeto de lei, sobre a pouca discussão do projeto, sobre a necessidade de um marco regulatório para a Internet no Brasil.

Marcadores: , , ,

16 abril 2007

Internet cada vez mais corporativa e menos cooperativa?

Reportagem de O Globo, comentada no Observatório da Imprensa por Luiz Weis, aponta números da concentração da navegação da Internet mundial em três portais mundiais (AOL, MSN e Yahoo) e um buscador (Google), que concentram 60% das receitas publicitárias on line. "Nos Estados Unidos, com seus 211 milhões de internautas [um em cada cinco do mundo inteiro] apenas três portais informativos – AOL, MSN e Yahoo – concentram 40% do tempo dos navegantes por sites noticiosos e de entretenimento.", destaca Weis.

Leia o texto do Weis e a reportagem de O Globo: “De território livre, internet está cada vez mais sob influência do mercado” , do correspondente do Globo em Londres, Fernando Duarte.

Já havíamos comentado aqui o tema de que a digitalização da informação não diminuiu a concentração dos meios de comunicação, esta reportagem vem corroborar com a tese defendida por Eric Klinenberg e Venício de Lima.

Marcadores: , , ,

02 abril 2007

13 serviços de web 2.0 brasieiros

Confira reportagem da IDG Now! sobre a web 2.0 brasileira. "O IDG Now! selecionou 13 serviços de Web 2.0 desenvolvidos por brasileiros. A seleção buscou mostrar exemplos de sites nas mais diversas áreas. Nesta lista você vai encontrar sites de mídia e favoritos sociais, despesas pessoais online e aplicativos para empresas, entre muitos outros. A ordem dos serviços é a alfabética."

Confira a reportagem.

Marcadores: , , ,

10 março 2007

Pesquisador argentino critica modelo OLPC do MIT

Em artigo publicado no boletím informativo da Red TICBolívia (inicialmente publicado no Rebelion.org), os repórteres Agnerys Rodríguez e Amaury E. del Valle apresentam as idéias do desenvolvedor de GNU/Linux Daniel Oliveira, uruguaio que vive na Argentina e é responsável pelo projeto UTUTO. O nome Ututo é uma homenagem a uma pequena largatixa típica da Argentia e o projeto é voltado a desenvolver e facilitar conhecimentos sobre novas tecnologias para os povos do Cone Sul.

Daniel Oliveira analisou dois protótipos do OLPC, enviados pelo MIT, e faz duras críticas ao modelo.

Para ele, o notebook do OLPC vem com um sistema operativo e um pacote de softwares
fechados muito aquém. Oferece somente sete desempenhos de programas. O modelo desenvolvido pelo UTUTO para o computador OLPC possibilita 250 desempenhos. Ele elogia o espaço de 60 gigas para o HD, mas faz algumas advertências.

O MIT tem um contrato com uma empresa de Luxemburgo, da área de localização satelital que produziu localizadores para os computadores OLPC. Todos eles poderão ser rastreados. Se é livre, para que mantê-lo sob vigilância?

Quanto conectados à rede sem fio (wire less / inalámbrica), o servidor permite que os conteúdos das máquinas sejam visualizados. A quem interessa visualizar os conteúdos de uma máquina de uma criança africana ou latino-americana?

O modelo educacional do pacote educativo do MIT para o OPLC é baseado num produto desenvolvido pelos criadores do Wikipédia. Para Daniel Oliveira, isso é muito pouco pedagogicamente. Se o produto tem desenvolvedores locais, a pedagogia e os conteúdos poderiam ser trabalhados por professores que conhecem sua própria realidade. E não um material editado de fora para dentro.

Por fim, critica os lucros que terá o MIT, visto que somente serão vendidos pacotes fechados com pedidos acima de um milhão de computadores.

Para acessar o texto completo, clique aqui.


Marcadores: , , , ,

Fundación Vía Libre

Tenha acesso a livros, publicações diversas, documentos e vídeos sobre temas relacionados às novas tecnologias e questões como direito de propriedade, copyleft, direitos na era digital. Conheça a Fundação Via Livre (Fundación Vía Libre):

Nuestra visión

Los que integramos la Fundación Vía Libre estamos comprometidos con la difusión del conocimiento y el desarrollo sustentable. Los postulados del movimiento del Software Libre a nivel internacional iniciados a través de la Free Software Foundation, comprenden estas ideas que son de aplicación universal y por lo tanto sostenible en el ámbito de nuestro país.

Creemos en los principios de libertad y solidaridad que deberían ser los ejes del desarrollo de la sociedad moderna; y creemos sobre todo en la fecundidad de los mismos para lograr objetivos sociales, económicos y tecnológicos sustentables en el tiempo.

Con nuestro aporte bregaremos por mejorar sustancialmente las condiciones de desarrollo de la sociedad, tan dependiente en nuestros tiempos de la tecnología de la información.

Por lo tanto, tenemos como objetivo trabajar políticamente en el área de nuevas tecnologías, defender los derechos ciudadanos en entornos mediados por tecnologías de información y comunicación, y difundir el uso del software libre y prestar asistencia a quienes deseen utilizarlo, en particular a Pequeñas y Medianas Empresas, Organizaciones No Gubernamentales, Organismos o Dependencias del Estado, Entidades de Bien Público, etc.

Entre no site da Fundación Vía Libre

Marcadores: , , ,

26 janeiro 2007

Era digital não diminui riscos de concentração da mídia

Na semana passada, em artigo publicado no Observatório da Imprensa, o pequisador sênior Venício A. de Lima destacava o fato de as novas tecnologias de comunicação e informação (TIC's) não minimizarem os riscos de concentração dos meios de comunicação. O autor toma como base o recente livro do pesquisador norte-americano Eric Klinenberg, que analisa as Novas táticas dos monopólios da informação.

Lima, em seu artigo, não deixa de destacar os benefícios da Internet para a pluralização da informação. Em outro texto, Carlos Castilho (também do OI) retoma um velho assunto conhecido (discutido aqui) por organizações comunicacionais cristãs, a Leitura Crítica, a partir do fortalecimento da Internet. Contudo, Lima aponta os sinais que também estão levando a Internet para uma linha que fortalece uma concentração de conteúdo e dos acessos.

Por exemplo, destaca um aspecto que também tenho observado na minha pesquisa de doutorado: boa parte das pessoas que são incluídas em projetos de acesso público gratuito da Internet acabam acessando na rede os sites dos grandes grupos televisivos que já está habituado a ver em casa. E a maioria absoluta das informações noticiosas vêm das grandes agências noticiosas e são multiplicadas nos grandes portais multimídia.

Leia o artigo de Klinenberg e outros textos seus e, com certeza, vai perceber que há um movimento que privilegia os já privilegiados. Mesmo o projeto de PC Conectado brasileiro tem sua ênfase na idéia de comprar, individualmente, seu computador, não incentiva as práticas coletivas o uso socializado, que fortaleceria laços sociais locais. Ao mesmo tempo, os projetos de inclusão digital não oferecem claras possibilidades de as pessoas serem de fato publicadoras de conteúdo na rede.

Por isso, a avaliação de Klinenberg é pertinente: "
Enquanto o acesso à internet e a capacidade de montar um site não forem distribuídos de uma maneira mais justa na sociedade, o governo eletrônico, os fóruns de bairro e os blogs, ao contrário do que esperam seus idealizadores, poderiam agravar a fratura social, oferecendo novos recursos às camadas já privilegiadas, permitindo-lhes a participação em instituições democráticas e o espaço para reivindicarem seus direitos junto às autoridades.". [Por Juciano Lacerda]

Marcadores: , , , ,

16 novembro 2006

Lei de controle da Internet beneficiaria bancos

O filósofo Bajonas Teixeira de Brito Junior faz considerações pertinentes sobre que interesses movem o projeto de Lei para o controle da Internet Brasileira, defendido pelo senador do PSDB Eduardo Azeredo (MG). Na mensagem anterior, falei que ganhariam as empresas de certificação, mas para Bajonas Teixeira "os que mais desejam algemar a internet são os que mais lucram com ela: os bancos e as empresas de cartões de crédito". Seleciono abaixo três trechos do artigo "Eduardo Azeredo e a lei de controle da internet" (Congressoemfoco, 16/11/06). Os títulos são meus.

Violação do princípio da presunção de inocência
"A quem interessaria transformar todo e qualquer usuário da internet em um estelionatário potencial?

Eu responderia que, paradoxalmente, os que mais desejam algemar a internet são os que mais lucram com ela: os bancos e as empresas de cartões de crédito. Para eles, ao que parece, seria mais fácil fazer de cada usuário da internet um suspeito, violando frontalmente o princípio da presunção de inocência, do que realizar os investimentos em segurança necessários à garantir a tranqüilidade do usuário. Da mesma forma que o cliente se sente inseguro dentro de um banco, lembrando ainda do período em que os assaltos a agências bancárias no país todo eram diários, o usuário da internet treme ao fazer qualquer transação bancária. Mas quem deve garantir a segurança de cada transação? Os mesmos beneficiários e prestadores dos serviços bancários que lucram com eles."

***
O prejuízo dos bancos representa somente 1.6% de seus lucros
"
Segundo dados divulgados pelo Dieese, os lucros dos bancos em 2005 no Brasil chegaram a R$ 18,8 bilhões. Já a Febraban, em junho de 2006, afirmava que os prejuízos com as fraudes eletrônicas em 2005 chegava a R$ 300 milhões. Que percentagem esse valor representa dos lucros bancários? A bagatela de 1,6%. É esta a situação diante da qual estamos com a lei proposta pelo senador Eduardo Azeredo: acorrentar o uso da internet em todo o país para prevenir um prejuízo de 1.6% do setor financeiro. Exigir que qualquer uso da internet - seja ele lúdico, educacional, investigativo, intelectual, afetivo etc. - seja submetido ao imperativo exclusivo da lucratividade bancária."

***
Lei seria inócua no controle da impunidade que ocorre na web
"
qualquer um minimamente familiarizado com a internet já escutou falar que existem inúmeros programas para a geração de CICs, CPFs, keys etc. disponíveis na rede. Além disso, como ninguém ignora, a maioria esmagadora ao menos, é muito fácil hospedar um site no exterior. Portanto, a lei da identificação do usuário, se aprovada, seria completamente inócua para realizar os fins de controle da "impunidade e irresponsabilidade", só servindo para estabelecer um banco de dados que, mais cedo ou mais tarde, viria a servir para a cobrança de cada ato virtual, inclusive cada e-mail enviado. De certo, isso poderia beneficiar em muito as grandes empresas de telefonia, que controlam o serviço de internet no país, mas seria o maior desserviço possível ao usuário."

Marcadores: ,

06 novembro 2006

Projeto de lei burocratizará acesso à Internet no Brasil

Se aprovado projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais, os internautas brasileiros terão que se cadastrar em provedores de acesso com cópias de documentos, assim como se faz hoje com celulares pré-pagos. Segundo especialistas, a ação beneficiaria bancos (teriam imagem de maior segurança) e empresas de certificação on line (que ganhariam mercado de pessoas físicas, hoje certificam empresas e bancos) . Segundo Thiago Tavares, presidente da ONG Safernet (Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos), "o projeto está na contramão da democratização do acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo". Confira a reportagem na íntegra na Folha On Line de hoje (Projeto quer controlar a Internet, 06/11/06).

Marcadores: ,