12 maio 2010

III Seminário Latino-Americano de Metodologias Transformadoras em Comunicação


III SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO DE METODOLOGIAS TRANSFORMADORAS EM COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Dias 27 e 28 de maio de 2010

Local: Auditório da Reitoria da UFPB

João Pessoa, Paraíba

Entrada franca

Realização:

REDE AMLAT - Rede Temática ‘Comunicação, Cidadania, Educação e Integração na América Latina’ do Programa Sul-Americano de Apoio às atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia – PROSUL e DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E TURISMO DA UFPB.

APRESENTAÇÃO

O III Seminário Latino-Americano de Metodologias Transformadoras em Comunicação, Educação e Cidadania é um evento aberto de socialização de conhecimentos. A ênfase das apresentações está na formação de investigadoras- investigadores, procurando trazer a riqueza da experiência acadêmica investigativa em nossos programas de mestrado, doutorados, cursos de especialização e atividades acadêmicas de Iniciação Científica.

O III Seminário Latino-Americano de Metodologias Transformadoras em Comunicação, Educação e Cidadania é um evento da REDE AMLAT, com apoio local do Departamento de Comunicação e Turismo, Coordenação do Curso de Comunicação Social, Pólo Multimídia e Sub- Secretaria Executiva de Cultura do Estado da Paraíba.

A Rede AMLAT, Rede Temática ‘Comunicação, Cidadania, Educação e Integração na América Latina’ se insere no edital MCT/CNPq Nº 11/2008 – Programa Sul-Americano de Apoio às atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia – PROSUL. Trata-se de uma rede de pesquisadores de universidades latino-americanas integradas pelas seguintes universidades: Universidad Nacional de Córdoba-Argentina; Universidad Experimental Simón Rodríguez – Venezuela; Universidad Central del Ecuador- Equador; Universidade Federal da Paraíba –Brasil; Associação Educacional Luterana Bom Jeusus- IELUSC- Brasil; Universidade Federal de Santa Catarina-Brasil; Universidade Federal do Rio Grande do Norte- Brasil. A unidade executora geral é o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), sob a coordenação geral do professor Dr. Alberto Efendy Maldonado Gómez de la Torre.

A Rede AMLAT objetiva construir uma rede temática de cooperação científica/acadêmica sobre os eixos Comunicação, cidadania, educação e integração latino-americana, realizando um processo de aprofundamento metodológico e epistemológico sobre o trabalho de pesquisa e ensino que se faz na UNISINOS, Universidad Nacional de Córdoba, Universidad Simón Rodríguez, Universidad Central de Ecuador, UFPB/UFRN e IELUSC/UFSC na perspectiva de integração científica e acadêmica latino-americana.

PROGRAMAÇÃO

27 DE MAIO DE 2010

8h:00 – Apresentação Musical – Músicos do Departamento de Música da UFPB.

8h:30- Abertura Reitor da Universidade Federal da Paraíba

9h:00 as 9h:30- A transmetodologia na investigação crítica de recepção comunicacional na América Latina. Prof. Dr: Alberto Efendy Maldonado- UNISINOS- Brasil.

10h:00 a 10:30: La metáfora. Una Via para la generación de conocimientos y saberes. Profa. Dra. Alejandrina Reyes. Universidad Experimental Simón Rodríguez- Venezuela.

Moderador: Profa. Dra: Glória Rabay

10h:30- Recesso

11h:00. Lançamento do livro da Rede AMLAT: Metodologias Transformadoras. “ Tejiendo la red em comunicación, Educación, Ciudadania y integración en América Latina”.

14h:00. Educomunicación: entre lo popular y lo alternativo. Una experiência de TV comunitária. Prof. Dr. Noel Padilha Fernandez. Universidad Experimental Simón Rodríguez- Venezuela.

14h30: Ações Cidadãs de educomunicação ambiental na região do manguezal de Bayeux-PB. Prof. Dr. Pedro Nunes. Universidade Federal da Paraíba- Brasil.

15h:00 – La educomunicación en Ecuador: experiências y projecciones. Prof. Dr. Alberto Pereira Valarezo. Universidad Central del Ecuador- Equador.

Moderador: Profa. Ms. Norma Meirelles

15h30: Recesso

16h00: A fotocartografia sociocultural como estratégia metodológica. Prof. Dr. Itamar Nobre. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- Brasil

16h30: Convergência digital e práticas de comunicação comunitária alternativa: uma proposta de abordagem. Prof. Dr: Juciano Lacerda. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- Brasil.

17h00- Redes como metáfora e prática social. Prof. Dr. Theóphilos Rifiotis- Universidade Federal de Santa Catarina- Brasil.

17h30 – Políticas de rádio y televisión en la integración regional Mercorsur. Profa. Dra. Daniela Monje.

Moderador: Prof. Dr. João de Lima

19h:30 - Identidade, histórias de vida e memória: um exercício de comunicação alternativa. Profa. Dra. Maria Angela Pavan. Profa. Dra. Maria do Socorro F. Veloso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte-Brasil.

20h:00- Comunicação e Cidadania: a audiodiscrição como estratégia de acessibilidade. Prof. Dra. Joana Belarmino. Universidade Federal da Paraíba-Brasil.

20h30- Violencia y seguridad en los estúdios de comunicación: la construción de un abordaje desde la articulación comunicación y ciudadania. Profa. Dra. Susana Morales. Universidad Nacional de Córdoba- Argentina.

Moderador: Prof. Dr. Dinarte Varela

DIA 28 DE MAIO DE 2010

8h00 – Nos vemos como ciudadanos? Trabajo com Barrios Belisario Quevedo, Quito. Profa. Dra. Ivanova Nieto. Universidad Central del Ecuador- Equador.

8h:30 – Espelhos do outro: o audiovisual na pesquisa etnográfica. Profa. Annelsina Trigueiro. Universidade Federal da Paraíba- Brasil.

Moderador: Prof. Ms. Victor Braga

9h:00 - Recesso

9h:30 – Pesquisa e cotidiano: versos e reversos da metodologia e do método. Profa. Dra. Nísia Rosário. Universidade do Vale do Rio dos Sinos –UNISINOS- Brasil.

10h:00. Questões e desafios para pensar processos de formação de investigadores-Profa. Dra. Jiani Adriana Bonin- Universidade do Vale do Rio dos Sinos- UNISINOS- Brasil.

10h:30. Ficção, telejornalismo e periferia na TV: um processo de investigação em iniciação científica. Profa. Dra. Virgínia Sá Barreto. Glaucio Souza, Nayara Klécia de Oliveira e Raissa Lima( orientados PIBIC/PIVIC) . Universidade Federal da Paraíba

Moderador: Profa. Dra. Sandra Moura

11h:00 – Encerramento do evento/apresentação musical- Músicos do Departamento de Música da UFPB.

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07 janeiro 2010

Leitura Critica da Comunicação

Juciano Lacerda
Prof. Decom/UFRN

Há uma máxima de Jesus Cristo: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. Recomendo-a para cada leitor-cidadão deste jornal, no sentido de sempre buscar mais de uma fonte de informação sobre as notícias de Natal e do Brasil. Se tiver uma manchete num jornal procure o mesmo tema em outros e confronte o que eles dizem. Vai perceber que nossa imprensa se posiciona politicamente justamente no que escreve nas manchetes e na decisão sobre que acontecimentos dar maior ou menor visibilidade.
Principalmente, em se tratando de pesquisas eleitorais. Se um jornal é a favor de um determinado candidato ou futuro candidato, se ele estiver bem, vai dar grande manchete anunciando sua ótima posição nas pesquisas. Se seu candidato vai mal, fala dele mesmo assim, pois se falasse do concorrente lhe daria mais visibilidade. Mas não vai dar na capa da edição impressa, nem na primeira página da versão para Internet.

Embora as TVs e Rádios sejam concessões públicas, elas foram loteadas por empresas e políticos (o que é contra a Constituição!). E as empresas de televisão e rádio, principalmente as regionais, acabam dando maior visibilidade aos interesses de seus grupos e não aos interesses dos cidadãos. Mas vendem toda essa informação como sendo “legítima”, “objetiva” e “imparcial”. Cidadão: duvide sempre! Duvidar é preciso”.
Quando um governo tem boas iniciativas, mas os grupos midiáticos lhe fazem oposição, você não vai ver bons comentários sobre tais iniciativas. Mas na hora que tal governo der um pequeno escorregão, todos vão ressoar críticas e mais críticas. É a chance dos grupos midiáticos e seus interessados políticos de quebrar ou sujar um pouco a imagem de um governo. Da mesma forma, se são simpatizantes de um determinado governo, vão minimizar as críticas e ampliar os elogios.

Portanto, é necessário exercer sempre uma leitura crítica dos meios de comunicação. E trata-se de coisa muito simples: nunca ficar na primeira notícia ou manchete. Ler os textos na íntegra, pois às vezes dizem uma coisa na manchete e outra no texto, contraditória. Bingo! Se você descobre isso, já é um posicionamento crítico de sua parte. Comparar as edições dos telejornais, para ver quem deu tal notícia e como a apresentou para os telespectadores e comparar as diferenças de abordagem. Você vai perceber coisas muito interessantes.

Lembre-se sempre que a notícia tem grande importância social, mas também é, ao mesmo tempo, um produto à venda pelas empresas de comunicação. Desta forma, entre o lucro e os interesses dos cidadãos, geralmente os grupos midiáticos ficam com o primeiro. Defenda o seu direito de ter acesso à informação de qualidade. Seja um leitor crítico da comunicação!

Publicado no Jornal A Ordem, Natal-RN, p. 10 - 10, 29 nov. 2009.

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29 junho 2007

Leia a sétima edição da revista Rastros

Texto de apresentação da sétima edição da Rastros - Revista do Núcleo de Estudos em Comunicação (Necom) do Curso de Comunicação Social do Ielusc, avaliado no Enade com nota 4.

O número sete é rico de múltiplos significados em nossas culturas: os sete dias da criação do mundo, segundo a perspectiva judaico-cristã; os sete astros do sistema solar caldeu; a classificação das sete maravilhas do mundo antigo e do contemporâneo; as sete notas musicais ou as sete cores do arco-íris. Estas e tantas outras elaborações com o número sete apontam para a perfeição. Por isso, o fato de a Rastros chegar à edição número sete pode ser interpretado como essa busca em contribuir com o aperfeiçoamento, a qualificação, a sistematização de conhecimentos no campo da Comunicação.

Abrimos esta sétima edição, número cabalístico, com uma discussão tríplice: “Comunicação, Poder e Cidadania”, desenvolvida por Venício A. de Lima, pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB e autor convidado deste número, cujo texto foi base de sua palestra na abertura da Semana Acadêmica de Comunicação Social do Ielusc em outubro de 2006. Para Venício, a sociedade brasileira ainda não alcançou a plena cidadania por impedimentos em torno da democratização dos meios de comunicação e das políticas vigentes no país.

Um dos aspectos contemporâneos da comunicação citados pelo pesquisador da UnB é a convergência digital dos meios, cujo ápice é a internet. As conseqüências da digitalização e da convergência retornam em outros artigos desta edição, em diferentes matizes. É no eixo da cidadania e da perspectiva das mudanças sociais associadas ao uso das novas tecnologias de comunicação, especialmente a internet, que Manuela Rau de A. Callou, doutoranda em Comunicación y Periodismo na Universidade Autônoma de Barcelona, e Juciano Lacerda, doutorando em Comunicação na Unisinos e professor do Ielusc, abordam iniciativas de inclusão digital levadas a cabo em Pernambuco. Adilson Cabral, doutor em Comunicação pela Umesp e professor da Universidade Federal Fluminense, retoma o tema ao situar os ambientes do ciberespaço e da Web a partir dos processos comunicacionais que decorrem desses lugares, como perspectiva de uma nova disciplina, a Webcomunicação.

Ana Paula da Rosa, mestranda em Comunicação e Linguagens na Universidade Tuiuti do Paraná, questiona a construção do olhar a partir da análise de duas fotos da guerra do Iraque, uma delas publicada no jornal paranaense Gazeta do Povo e outra integrante de uma exposição fotográfi ca. Em tempos de novas(?) tecnologias da comunicação e informação, seu artigo parte de uma tecnologia clássica para apontar uma discussão sempre necessária: “Não há realidade pura, inocente, sem a mediação técnica”. E dois artigos seguintes apontam empiricamente para transformações no jornalismo e no acesso a informações mediadas pelas técnicas de publicações on-line e das estratégias de busca de informação na Web.

Taís Marina Tellaroli, mestranda em Comunicação Midiática na Unesp-Bauru, analisa os sistemas de atualização das notícias publicadas em dois portais locais de Campo Grande (MS). Os pesquisadores do Neci (Núcleo de Estudos em Comunicação e Inovação), Elias Estevão Goulart, Regina Rossetti e Annibal Heten Junior apresentam nove formas de busca de informação na Web e comparam as técnicas e experiências realizadas no Brasil e na Universidade de Telaviv.

Na seção Entrevista, Silnei Soares e Pedro Russi dialogam com Irene Machado, professora da Pós-Graduação em Comunicação da ECA-USP e especialista em Mikhail Bakhtin. Abordar o pensamento de Bakhtin é o modo como coroamos os estudos realizados no Necom, durante o primeiro semestre de 2006, sobre a obra do semioticista russo.

O texto de iniciação científica de Daiana Ruff da Silva, bolsista do Pibic/CNPq no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos, é um bom exemplo do exercício metodológico-reflexivo sobre a experiência do pesquisador iniciante no processo de preparação e execução do trabalho de campo.

Encerra esta edição da Rastros a resenha produzida por Melanie Peter, acadêmica de jornalismo e bolsista do Necom, que apresenta o último livro de Muniz Sodré, “Estratégias Sensíveis: afeto, mídia e política”.

Que a leitura deste número cabalístico da Rastros colabore, leitor, com as suas viagens reflexivas sobre o campo da Comunicação em suas perspectivas teórico-empíricas.

Juciano Lacerda
Pesquisador do Necom

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