18 janeiro 2010

Jornalismo criador de crises

O Jornalismo brasileiro transformou-se num criador de casos, para não dizer de causos. A representação social produzida pela nossa imprensa e nosso jornalismo televisivo é de que o Brasil vive uma crise atrás da outra. No entanto, o que os analistas percebem é justamente uma seqüência de coberturas insandecidas, capitaneadas pela Associação Nacional dos Jornais, que primeiro atira e depois pergunta "quem vem lá", segundo Alberto Dines, do Observatório da Imprensa.

Outra crise produzida pelos jornais foi entre o Brasil e Estados Unidos, na reorganização do Haiti desolado pelo recente terremoto, deduzindo que os EUA iriam tirar o Brasil da coordenação das atividades de paz no país. Puro engodo jornalístico, segundo Luciano Martins da Costa, no Observatório da Imprensa.

Por fim, o próprio Ombusdman da Folha de São Paulo, jornal que vem decaindo em termos de credibilidade pelos sucessivos exemplos de mau jornalismo, criticou a não-cobertura do Plano de Direitos Humanos por parte do jornal, que demorou 18 dias para achar que o dito plano merecia alguma atenção. O jornal produziu sucessivas reportagens repletas de problemas, segundo Carlos Eduardo Lins da Silva, em sua coluna na própria FSP.

É o que podemos chamar de "jornalismo de imprecisão" ou "jornalismo criador de causos". O processo democrático precisa de uma imprensa de qualidade! É preciso ter olhos abertos para o jornalismo de ocasião que vem sendo produzido por nossa "grande" imprensa.

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